O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” a partir de sexta-feira (19), quando EUA e Irã assinarão formalmente o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio.
Estados Unidos e Irã anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para colocar fim à guerra que travam há mais de três meses no Oriente Médio e afirmaram que firmarão presencialmente o texto em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, nesta sexta.
Um dos pontos do acordo prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz para o tráfego naval, que o Irã fechou parcialmente como retaliação aos ataques dos EUA e de Israel que deram início à guerra. Como o texto do acordo ainda não foi oficialmente divulgado, ainda não se sabia a partir de quando ocorreria a reabertura.
Nesta sexta, Trump disse que o estreito será total e imediatamente reaberto na sexta.
O presidente norte-americano afirmou ainda que o acordo garante “claramente que o Irã não terá armas nucleares”. E afirmou que as tratativas posteriores ao acordo, sobre o futuro do programa nuclear iraniano, serão concluídas “bem rápido”.
“O Irã quer resolver isso. Eles precisam retomar os negócios, e o relacionamento agora está normalizado, então acho que vai acontecer bem rápido”, disse Trump a jornalistas durante encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, que acontece em Evián, na França.
No encontro, Donald Trump revelou ainda que divulgará o texto do acordo com o Irã “em alguns dias” e que o submeterá ao Congresso norte-americano. Após ser questionado por jornalistas no local se ele enviará o texto aos parlamentares, ele respondeu ter gostado da ideia.
“Eu nunca pensei em enviá-lo (o acordo), nunca nem pensei nisso, mas vou enviar”, disse Trump. “Vou enviá-lo ao Congresso. Eu gosto da ideia“.
Mais cedo, também durante a cúpula do G7, o norte-americano voltou a criticar seu aliado Benjamin Netanayhu. Ele pediu que o premiê israelense deveria “ser mais responsável” nos ataques ao Líbano e até sugeriu que a Síria passasse a lidar com o Hezbollah, grupo terrorista alvo da ofensiva israelense em território libanês.
“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, disse Trump.






