O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) comparecerá pela 1ª vez a um tribunal em Nova York na 2ª feira (5.jan.2026). A audiência está marcada para as 12h no horário local de Nova York (14h em Brasília). Será 2 dias depois de ser capturado pelas forças norte-americanas, sob o governo de Donald Trump (Partido Republicano). Maduro enfrenta acusações de narcoterrorismo, importação de cocaína para os EUA e crimes relacionados a armas.
A operação militar realizada no sábado (3.jan.2026) encerrou os 13 anos do governo Maduro na Venezuela. O Secretário de Estado, Marco Rubio, e Trump justificaram a ação como parte da estratégia para combater o tráfico de drogas na região. De acordo com o vice-presidente JD Vance (Partido Republicano), a Venezuela também utiliza petróleo “roubado” dos EUA para enriquecer a si mesma e aos cartéis de drogas.
A acusação detalha as imputações criminais que pesam sobre os réus e que foram baseadas em investigações da DEA (Agência de Combate a Drogas):
- Conspiração de Narcoterrorismo.
São apontados como réus deste crime Maduro, Cabello e Chacín. Segundo a acusação, esses 3 réus conspiraram por mais de 25 anos para violar a Lei de Drogas dos EUA com o objetivo de distribuir “5 kg ou mais” de cocaína. O texto sustenta que eles tinham o conhecimento de que o dinheiro do tráfico iria para as organizações estrangeiras designadas como terroristas pelos EUA – TdA, Farc, ELN e os cartéis mexicanos.
De acordo com a peça, mesmo que os crimes tenham ocorrido fora dos EUA, é passível de pena em território norte-americano, porque envolvem tráfico de drogas para dentro dos EUA (importação).
- Conspiração para a importação de cocaína
São acusados por este crime Maduro, Cabello, Chacín, Flores, “Nicolásito” e “Niño Guerrero”. Segundo a ação, os 6 réus conspiraram para violar, de 1999 a 2025, a Lei de Drogas dos EUA, com o objetivo de levar cocaína de outros países para o território norte-americano, incluindo “águas próximas à costa” dos EUA. A conspiração também envolveria usar aviões registrados nos EUA para transportar, produzir ou distribuir a droga.
- Posse de metralhadora e dispositivos destrutivos
Todos os réus são acusados por este crime. Eles teriam violado, de 1999 a 2025, leis federais norte-americanas específicas de armas ao usar, portar e auxiliar no uso de armas de fogo durante os crimes cometidos de tráfico de drogas. As armas, de acordo com o documento, incluem metralhadoras automáticas e outros dispositivos destrutivos.
- Conspiração para Posse de Metralhadoras e Dispositivos Destrutivos
Também os 6 réus são acusados por este crime. Eles teriam violado, de 1999 a 2025, leis federais norte-americanas específicas de armas. O objetivo da conspiração era usar, portar e possuir armas durante crimes de tráfico de drogas, incluindo metralhadoras automáticas e outros dispositivos destrutivos.
Uma nova acusação suplementar do Tribunal do Distrito Sul de Nova York atribui ao presidente venezuelano deposto Maduro 4 crimes relacionados ao tráfico de drogas. O documento foi revelado na íntegra pela chefe do Departamento de Justiça dos EUA, Pam Bondi, no sábado (3.jan.2026) por volta das 10h no horário local– cerca de 12h em Brasília. Leia a íntegra (PDF – 557 kB, em inglês).
O ATAQUE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o ex-presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e a primeira-dama Cilia Flores.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026). A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). Houve também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.
Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro. A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.





