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Lula quer zerar desmatamento e ampliar para 30% áreas marinhas protegidas até 2030

presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a meta de até 2030 o Brasil zerar o desmatamento e ampliar de 26% para 30% a cobertura de áreas marinhas protegidas. As declarações foram dadas durante discurso na abertura da 3ª Conferência da ONU sobre os Oceanos, em Nice, na França.

“Além de zerar o desmatamento até 2030, vamos ampliar de 26% para 30% a cobertura de nossas áreas marinhas protegidas, cumprindo a meta do Marco Global para a Biodiversidade”, disse.

Lula afirmou o Brasil apresentou sete compromissos voluntários, na França, “relacionados à proteção de áreas marinhas, ao planejamento espacial marítimo, à pesca sustentável, à ciência e à educação”.

“Também implementamos programas dedicados à preservação dos manguezais e dos recifes de corais e estamos formulando uma estratégia nacional contra a poluição por plásticos no oceano. Nosso esforço inédito de planejamento espacial marinho vai permitir o aproveitamento equilibrado do oceano, levando em conta os impactos ambientais e os serviços ecossistêmicos prestados”, garantiu.

Para o presidente, “interesses escusos impedem a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul”. “O Brasil está comprometido a ratificar o Tratado do Alto Mar ainda este ano, para assegurar a gestão transparente e compartilhada da biodiversidade além das fronteiras nacionais”, citou.

O presidente da República acrescentou que o Brasil está estimulando a pesca sustentável e combatendo os ilícitos que ameaçam a segurança alimentar dos brasileiros.

“Temos orgulho de ser uma nação oceânica. O espaço marítimo brasileiro ocupa 5,7 milhões de quilômetros quadrados, área comparável à da Amazônia. Por isso, o chamamos de Amazônia Azul. A analogia entre a floresta e o mar não se limita à riqueza natural que ambos abrigam, nem ao patrimônio cultural dos povos que dependem e cuidam desses biomas. As duas Amazônias sofrem o impacto da mudança do clima”, disse.

Lula alertou que o mundo caminha para um ponto de não retorno das mudanças climáticas.

“As florestas tropicais estão sendo empurradas para seu ponto de não retorno. O oceano está febril. Em apenas um ano, a temperatura média do mar elevou-se quase o mesmo que nas quatro décadas anteriores. A ciência comprova que a causa dessa enfermidade é o aquecimento global e o uso de combustíveis fósseis”, lamentou.

O chefe do Palácio do Planalto também citou que nos últimos dez anos, o mundo produziu mais plásticos do que no século anterior.

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