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Lula prepara último pacote de medidas populares antes das restrições eleitorais

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para promover até o fim de junho os últimos anúncios de grande porte focados em ações com apelo popular, enquanto se aproximam as restrições legais do período eleitoral, após forte aumento no volume de eventos neste semestre.

A agenda de Lula, que pretende buscar a reeleição em outubro, contou com mais de 100 compromissos relacionados a anúncios de medidas e investimentos, inaugurações, cerimônias comemorativas e visitas a obras e fábricas entre janeiro deste ano e esta semana, quase o dobro do observado em período equivalente de 2025.

Agora ministérios correm para fechar, antes de 4 de julho — quando a lei eleitoral passa a limitar ações do governo — uma etapa adicional do programa Desenrola para renegociações de dívidas por pessoas com as contas em dia.

“Nós vamos anunciar ainda até o fim do mês o Desenrola adimplantes, seja pelo Fies, para quem está adimplente no Fies, seja para a pessoa que hoje tem uma operação de crédito nos bancos, mas paga a operação de crédito e vai ganhar um reforço para seguir pagando, porque o valor que eu, de fato, prestigio aqui é o pagamento, é quem está pagando em dia”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista na semana passada.

Em outro anúncio, na última sexta-feira (12), Lula apresentou uma linha de crédito com garantia da União para entregadores de aplicativos financiarem motocicletas com juros abaixo dos de mercado.

Em reunião ministerial na semana passada, o presidente cobrou seus ministros para que organizem todas as entregas possíveis até o início de julho e enfatizou que inaugurações de governo precisam passar pelo Palácio do Planalto.

“Temos até 3 de julho para fazer todas as entregas… Ninguém me apresente absolutamente nada novo. Agora, é entregar o que já foi pensado”, disse na ocasião.

Procurado, o Palácio do Planalto afirmou que o lançamento de políticas públicas envolve processos de maturação técnica e responde a necessidades do país em cada momento, ressaltando que as medidas anunciadas recentemente foram estruturadas ao longo dos últimos anos e não devem ser compreendidas como ações isoladas.

“Não há qualquer caráter eleitoral nas agendas oficiais. As agendas realizadas neste ano são plenamente compatíveis com as atribuições constitucionais do presidente”, disse o Planalto, em nota. “Desde o início desta gestão, o presidente tem percorrido todo o país para anunciar investimentos, realizar entregas e dialogar com estados e municípios.”

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