A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou o registro de 14 casos de febre maculosa e quatro óbitos no estado. O município de Itaperuna enfrentou situação crítica ao contabilizar duas mortes registradas, o que equivale à metade do total de vítimas fatais da infecção no território fluminense. Os outros dois óbitos foram confirmados nos municípios de Campos dos Goytacazes e São Fidélis — onde a doença vitimou um médico-veterinário de 30 anos.
Diante do cenário epidemiológico, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiram um alerta para a população do Norte e Noroeste Fluminense. As regiões concentram os maiores índices de risco de contágio do estado, com monitoramento intensificado nos municípios de Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Italva, Macaé e Porciúncula.
De acordo com os dados epidemiológicos, a taxa de letalidade da febre maculosa no estado está em 28%. O período entre os meses de julho e novembro é considerado uma fase de maior vulnerabilidade à transmissão da bactéria, associada ao ciclo biológico do carrapato-estrela, principal vetor da doença.
Como medida de utilidade pública e prevenção à saúde, a Vigilância Epidemiológica orienta que pessoas que frequentam áreas rurais, pastos, margens de rios ou locais com vegetação densa em Itaperuna e municípios vizinhos procurem atendimento médico imediatamente ao apresentarem sintomas iniciais como febre alta, dores no corpo e dor de cabeça, informando ao profissional de saúde o histórico de contato com ambientes de risco.






