A Polícia Civil revelou que uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas, localizada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, comprou etanol adulterado em postos de gasolina para a produção das bebidas que causaram a morte de duas pessoas por intoxicação com metanol.
O local foi encontrado nesta sexta-feira (10), durante diligências que fazem parte da apuração sobre os primeiros óbitos registrados na capital paulista. As vítimas ingeriram vodka adquirida no mesmo bar.
São Bernardo do Campo é considerado o epicentro dos casos de contaminação por metanol: há 48 casos em investigação e um caso confirmado até o momento.
Em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma fábrica não autorizada. Segundo a polícia, essa empresa utilizava etanol de posto de combustíveis na fabricação irregular das bebidas.
O etanol, por sua vez, estaria misturado a metanol, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano. O objetivo era aumentar o volume das bebidas originais, tornando-as mais lucrativas.
Após rastrear a origem das garrafas consumidas pelas vítimas, os investigadores chegaram à fábrica clandestina e cumpriram mandados de busca e apreensão. O imóvel foi desmantelado e materiais foram apreendidos para perícia.
A proprietária do local será presa em flagrante e deve responder por falsificação, corrupção ou adulteração de substâncias ou produtos alimentícios. A pena é de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa.






