A inflação oficial do país desacelerou pelo quarto mês seguido e chegou a 0,24% em junho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) teve uma queda de 0,02 ponto percentual em relação a maio, quando variou 0,26%.
No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o grupo alimentação e bebidas apresentou variação negativa (-0,18%), enquanto os demais ficaram entre o 0,99% de habitação e o 0,00% de educação.
Conta de luz segue alta
Com a vigência da bandeira tarifaria vermelha patamar 1 no mês de junho, adicionando R$4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês.
No ano, a conta de luz do brasileiro acumula uma alta de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual no resultado acumulado do IPCA (2,99%).
Esta variação (6,93%) é a maior para um primeiro semestre desde 2018 quando o acumulado foi de 8,02%.
Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto (0,59%) contemplou os seguintes reajustes:
- 9,88% em Brasília (9,27%) a partir de 1º de junho;
- 4,76% em Rio Branco (2,19%) desde 1º de maio;
- 3,83% em Curitiba (2,07%) a partir de 17 de maio
- 6,58% em Porto Alegre (0,32%) vigente desde 4 de maio.






