O governo federal publicou nesta terça-feira (9) dados que apontam para a redução do número de pessoas em situação de pobreza. Segundo a publicação, o número das famílias registradas no CadÚnico (Cadastro Único) para receber programas sociais do governo, que recebiam até R$ 218 por pessoa, caiu 25%. Em maio de 2023, por exemplo, eram 26,1 milhões de domicílios nesta situação, contra 19,56 milhões em julho deste ano.
O governo explica que o dado representa que 6,55 milhões de famílias aumentaram o patamar de renda acima de R$ 218 por pessoa. Se for considerado o número de indivíduos, isso significa que 14,17 milhões de pessoas passaram a viver com renda maior.
Os dados são do Monitora MDS, ferramenta do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que oferece informações, objetivos, metas e resultados alcançados das políticas públicas sociais.
Para o titular da pasta, Wellington Dias, “a renda é um componente fundamental para as pessoas terem acesso aos alimentos e o resultado é que, combinando desenvolvimento econômico e social, tiramos o Brasil do Mapa da Fome e as pessoas estão saindo da pobreza, seja pelo trabalho ou pelo empreendedorismo”.
Outro estudo, desta vez conduzido pela Sagicad (Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único) do ministério, revelou um aumento de renda no recorte superior ao da situação de pobreza.
Para o secretário da pasta, Rafael Osório, os dados refletem avanços dos programas sociais, melhora do mercado de trabalho e o processo de qualificação do CadÚnico, que incorporou automaticamente dados sobre renda formal dos trabalhadores.
“Com a integração das informações com outras bases de dados, reduzimos a dependência da autodeclaração. Este avanço diminui o esforço das famílias, alivia a carga sobre os municípios na atualização cadastral e qualifica as informações usadas pelos programas sociais, o que contribui para focalizar as políticas públicas”, explicou.






