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Governo deve lançar programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado nesta semana

O governo federal deve lançar nesta semana programa “Brasil Contra o Crime Organizado”. A previsão é que o plano seja anunciado em cerimônia no Palácio do Planalto na próxima terça-feira (12).

O governo deve editar um decreto e quatro portarias para regulamentar os seguintes eixos de atuação governamental:

  • enfrentamento ao tráfico de armas;
  • asfixia financeira do crime organizado;
  • aumento das taxas de esclarecimentos de homicídios; e
  • reforço na segurança no sistema prisional.

O programa prevê cerca de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento deste ano e outros R$ 10 bilhões via empréstimo do BNDES para os estados.

A proposta faz parte de um conjunto de ações do governo para fortalecer o enfrentamento e a investigação das facções criminosas.

A implementação, no entanto, depende da adesão dos governos estaduais. Os estados que aderirem às propostas terão acesso a recursos provenientes de fundos federais.

Em relação às penitenciárias, a proposta quer implementar nos presídios estaduais o mesmo padrão de segurança das unidades federais, com bloqueadores de celular e equipamentos mais modernos de raio-x e de revista.

O objetivo é dificultar que chefes de facção que estão cumprindo pena deem ordens a criminosos que estão nas ruas. Também está prevista a criação de um centro nacional de inteligência para coordenar ações integradas entre a União e estados dentro das penitenciárias.

O governo também busca asfixiar financeiramente o crime organizado. Para isso, o decreto deve criar uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional.

Para isso, deve criar uma estrutura fixa e centralizada para coordenar ações que envolvam órgãos de segurança pública que investigam as organizações criminosas.

O governo também busca melhorar os indicadores de resolução de homicídios. Segundo dados do Instituto Sou da Paz, apenas 36% dos homicídios são esclarecidos no Brasil, taxa inferior à média mundial, que é 63%.

O decreto propõe ainda a padronização dos registros de homicídios, o compartilhamento de bases de dados e o fortalecimento das polícias científicas e das perícias nos estados para aumentar a taxa de resolução dos homicídios.

Na primeira versão da proposta, o governo chegou a incluir ações específicas para proteção da Amazônia, das fronteiras e também ações de prevenção da ocupação de territórios por facções. No entanto, esses pontos devem ser anunciados posteriormente.

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