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Firjan destaca avanço do Rio de Janeiro no leilão de partilha da ANP

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou positivamente o resultado do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7). Das 13 áreas colocadas em disputa, sete foram arrematadas, sendo seis localizadas integral ou parcialmente em águas do Rio de Janeiro.

O leilão garantiu R$ 530 milhões em bônus de assinatura e estabeleceu investimentos mínimos de R$ 778 milhões durante a fase exploratória. Para a Firjan, o resultado reforça a competitividade do pré-sal brasileiro e demonstra que a atividade de exploração e produção de petróleo e gás ainda tem potencial para contribuir por décadas com a produção nacional.

Os números também superaram os resultados do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, realizado no ano passado. Em uma das áreas, o ágio sobre o excedente em óleo destinado à União chegou a 45 vezes o valor mínimo estabelecido.

Outro destaque foi a diversificação das empresas participantes. A Prio passou a atuar em duas áreas, enquanto a Petrobras conquistou outras duas. Também foram vencedores a Equinor, o consórcio formado por CNOOC e Sinopec e a parceria entre Equinor e Galp.

Segundo a Firjan, o Rio de Janeiro mantém a liderança nacional na produção e nas reservas de petróleo e gás. A incorporação de novas áreas deverá ampliar as atividades offshore e onshore e gerar demanda para diferentes segmentos da cadeia de fornecedores, incluindo aquisição e processamento de dados sísmicos, afretamento de embarcações, fornecimento de fluidos de perfuração e brocas e construção de poços.

Para a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, a continuidade das atividades exploratórias é importante tanto para a indústria quanto para a reposição das reservas e a segurança energética do país.

“A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás. A manutenção das atividades exploratórias é também fundamental para a reposição de reservas do país, a segurança energética nacional e o crescimento da economia, com impactos em toda a sociedade”, afirmou.

Expectativa para novas fronteiras

A Firjan também acompanha o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado nesta quarta-feira, com expectativa de resultados positivos para novas fronteiras exploratórias, entre elas a Margem Equatorial, com oportunidades na Bacia do Ceará.

A entidade avalia que a indústria fluminense tem condições de participar do desenvolvimento do mercado de petróleo e gás nas regiões Norte e Nordeste. Ao mesmo tempo, considera possível a instalação no Rio de empresas de outros países interessadas em atuar mais próximas das áreas produtoras.

No leilão de concessão, o estado do Rio ainda possui 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados pelas empresas.

Karine Fragoso também destacou iniciativas da Firjan voltadas à qualificação de fornecedores em novas regiões produtoras. Em 2026, a Firjan SENAI realizou uma ação no Amapá com mapeamento e capacitação de empresas locais, além de promover uma edição do programa Rede de Oportunidades para Fornecedores, voltada à Margem Equatorial Amapaense.

Para 2027, a federação pretende ampliar a parceria com outras entidades da indústria e contribuir com a Fiepa e a Fiema, considerando também as vocações econômicas de cada região.

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