A liberação do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos deverá injetar R$ 12 bilhões na economia, segundo estimativas de fontes envolvidas nas negociações.
Com a medida, o governo visa contemplar trabalhadores que foram impedidos de acessar os recursos por terem optado pela modalidade de saque anual no mês de aniversário. O evento para anúncio da medida, que ocorreria nesta terça-feira (25/2), foi adiado para quarta (26/2).
A legislação estabelece que o trabalhador que quiser voltar para a modalidade padrão de saque, o saque-rescisão, só terá acesso ao saque integral de sua conta dois anos depois do pedido de mudança.
O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na segunda-feira (24/2) que nem todos os trabalhadores foram alertados disso. “Tem algumas pessoas que eram prejudicadas, que foram induzidas a erro”, disse ele.
O projeto é do Ministério do Trabalho e Emprego, que tem como titular o petista Luiz Marinho, crítico ao saque-aniversário. A equipe da Caixa presta apoio técnico e faz as estimativas do valor que será liberado para os cotistas do fundo.