O novo crédito consignado do trabalhador registrou 22.545 contratos em quatro dias, a partir de 6.134.192 propostas enviadas às instituições financeiras. Da última sexta-feira (21) até as 17h30 desta segunda-feira (24), as simulações superaram 52,4 milhões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, com base nos dados da Dataprev.
O ministro em exercício, Francisco Macena, alerta os trabalhadores a terem cautela ao contratar o crédito consignado. “O objetivo desse consignado é ajudar a evitar o endividamento dos trabalhadores”, afirma.
Segundo ele, é importante aguardar 24 horas para que todas as instituições financeiras habilitadas para atuar por meio da Carteira de Trabalho Digital enviem suas propostas, garantindo, assim, condições com taxas de juros mais baixas.
A prestação mensal do empréstimo não poderá ultrapassar 35% do salário do trabalhador. No momento da solicitação, o trabalhador pode optar por autorizar o uso de 10% do FGTS como garantia, 100% da multa rescisória ou outras garantias.
A instituição financeira avaliará dados como tempo de serviço e salário do trabalhador para decidir se concederá o crédito. Caso o trabalhador desista do empréstimo, ele tem 7 dias corridos, a partir do recebimento do crédito, para devolver o valor total recebido das instituições financeiras.
O Crédito do Trabalhador entrou em vigor na sexta-feira (21), com estimativa de atingir 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais e empregados do MEI.
Esta modalidade de crédito está disponível exclusivamente na Carteira de Trabalho Digital para todos os trabalhadores com carteira assinada. A partir de 25 de abril, todos os bancos poderão oferecer o crédito por meio de suas plataformas digitais.






