Pedidos para que parlamentares investiguem o esquema de fraudes ligadas ao Banco Master têm dividido opiniões dentro do Congresso. Uma ala defende a apuração, outra sugere cautela frente ao ano eleitoral.
Três requerimentos para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foram apresentados: um na Câmara, outro no Senado e o terceiro para apuração mista, entre deputados e senadores.
Mas a instalação enfrenta resistência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A tendência é que os pedidos não prosperem e o debate sobre a instituição fique centrado em CPIs já em andamento e na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos do Senado).
Barreira na Câmara
A possibilidade de uma CPI chegou a ser levada à última reunião de líderes da Câmara, mas Motta reiterou que, antes, é necessário analisar a fila de pedidos de investigação.
Atualmente, outros 15 requerimentos estão à frente do caso Master. Aliados do parlamentar também avaliam que ele resiste à ideia devido ao calendário eleitoral. A previsão é de um esforço concentrado para analisar pautas prioritárias no primeiro semestre.
Desde que se tornou presidente da Casa, em 2025, Motta optou por não instalar comissões de investigação.






