Aliado político do presidente Lula (PT) e de Paes, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) Ricardo Couto teve 51,8% de aprovação como governador interino. Outros 38,2% desaprovam sua gestão, mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para (confira aqui e aqui) não deixar o bolsonarista Ruas assumir como governador antes da eleição.
Couto assumiu como governador após Cláudio Castro (PL) renunciar ao cargo (confira aqui) em 23 de março, véspera de ser condenado à cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso Ceperj. Castro desistiu da pré-candidatura a senador (confira aqui) em 28 de maio, após ser alvo das operações da Polícia Federal Sem Refino (confira aqui) e Compliance Zero (confira aqui), em 15 e 26 de maio.
Até desistir no final do mês passado, Castro liderava todas as pesquisas por uma das duas cadeiras que o RJ elegerá ao Senado desde 28 de outubro de 2025. Quando era governador e autorizou a Operação Contenção, da Polícia Civil e do Bope, nos complexos de favelas cariocas do Alemão e Penha, com saldo de 121 mortos.
Todas as pesquisas seguintes à operação revelaram que a ação policial mais letal da história fluminense, contra a facção criminosa Comando Vermelho, teve (relembre aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) amplo apoio popular. Que foi herdado por Castro a senador. Como ele agora fora do páreo, quem assume a liderança na corrida ao Senado é a deputada federal Bendita da Silva (PT).






