O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citou, durante almoço do G7 sobre inteligência artificial, o Pix como “referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital”. A menção ocorre semanas após os Estados Unidos terem usado a ferramenta, criada pelo Banco Central do Brasil, para justificar tarifas contra produtos brasileiros.
Lula afirmou que o Pix é “uma de nossas maiores entregas para o cidadão brasileiro, um sistema de pagamento público e gratuito que serve como referência de como dados integrados podem promover inclusão financeira e eficiência digital”.
O discurso do presidente no almoço não foi transmitido. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República divulgou o conteúdo da declaração algumas horas após o evento.
Regular para ‘proteger direitos’
O chefe do Executivo também elogiou os avanços tecnológicos permitidos pelo desenvolvimento da inteligência artificial. No entanto, ponderou que “o engajamento das grandes empresas de tecnologia é indispensável para que o futuro digital seja construído e vivido de forma segura, ética e alinhada ao interesse público”. Para Lula, “regular o ambiente digital é central para proteger direitos fundamentais”.
Lula criticou as big techs ao mencionar que elas “possuem valor equivalente ao de grandes economias”, enquanto “2,6 bilhões de pessoas ainda permanecem desconectadas da internet”. Ele ressaltou que “sem ação deliberada, a inteligência artificial pode ampliar — e não reduzir — desigualdades”.
O presidente disse ainda que, “entre 2016 e 2021, um único país foi responsável por quase 90% das exportações globais de serviços de computação em nuvem”. “Enquanto isso, muitos países do Sul Global continuam inseridos na economia digital como fontes de dados, mercados consumidores e fornecedores de insumos estratégicos”, completou.
Lula também defendeu a ONU (Organização das Nações Unidas), dizendo que “nenhum foro substitui a universalidade das Nações Unidas”.






