Salário e estabilidade no emprego são os fatores mais valorizados pelos brasileiros na busca por trabalho. É o que revela pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta sexta-feira (5). O levantamento ouviu 2.008 pessoas a partir de 16 anos, nos 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025.
Segundo o estudo, 28,7% dos entrevistados apontaram o salário como o principal diferencial na procura por uma ocupação. Em seguida aparecem estabilidade no emprego (22,4%), perspectiva de crescimento na carreira (20,1%) e flexibilidade de horário de trabalho (19,3%).
Atributos frequentemente associados às novas modalidades de trabalho — como a possibilidade de trabalhar de casa, mencionada por 15,9% dos entrevistados, e a jornada de trabalho reduzida, citada por 9,8% dos ouvidos — tiveram menor peso nas respostas.
“Mesmo nesse cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade acaba sendo também uma moeda de troca, esses fatores tradicionais são valorizados e acabam sendo muito associados ao emprego com carteira assinada”, destaca Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Futuro incerto
O levantamento da CNI mostra ainda que 43% dos brasileiros não sabem dizer em qual ocupação se veem daqui a cinco anos, sendo que esse sentimento de incerteza é maior entre a população mais velha. “Esse cenário de dúvida que recai sobre uma parcela muito grande dos trabalhadores brasileiros acaba sendo explicado, sobretudo, por essas inovações tecnológicas, que trazem preocupação com relação à adaptação do trabalho a essas tecnologias”, analisa a especialista.
A pesquisa revela também o desejo do trabalhador brasileiro de empreender no futuro: 13,9% dos entrevistados querem ter seu próprio negócio nos próximos cinco anos, com destaque para os empreendimentos tradicionais, como trabalho autônomo, comércio varejista e serviços de baixa complexidade — tais como salão de cabeleireiro, bares e restaurantes.






