Uma forte onda de aversão ao risco atingiu investidores globais após EUA e Israel atacarem o Irã e matarem o aiatolá Ali Khamenei. O conflito no Oriente Médio pressionou os mercados no início da semana, com queda nas bolsas e alta do petróleo.
Na Ásia, os principais índices abriram em baixa generalizada. Ao mesmo tempo, os contratos futuros do Dow Jones, negociado na Nyse, chegaram a cair mais de 600 pontos, segundo a CNBC.
O cenário de instabilidade geopolítica provocou uma reprecificação imediata de ativos em diversos setores da economia mundial e uma busca por maior proteção, impulsionando a compra do ouro, enquanto as companhias aéreas sofreram quedas acentuadas devido ao cancelamento em massa de voos.
Impacto no setor de energia e logística
Os preços do petróleo dispararam à medida que os investidores passaram a incorporar o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio. O WTI, referência nos EUA, avançava cerca de 8,5%, para US$ 72,81 o barril, enquanto o Brent, benchmark global, subia mais de 9%, negociado a US$ 79,53.
A atenção dos analistas se volta agora para o Estreito de Ormuz, ponto crucial para o escoamento global de energia localizado na região. O tráfego de navios-tanque quase parou devido ao aumento nos prêmios de seguro de guerra e suspensões de transporte, segundo relatório do JP Morgan acessado pela CNBC.
Isso forçou uma “reavaliação imediata do risco geopolítico em vez de uma resposta ponderada aos fundamentos”, pontuou o banco, alertando que, se as interrupções durarem mais de três semanas, produtores do Golfo poderão ser obrigados a paralisar parte da produção.
Como as empresas do setor de energia, especialmente as petroleiras, têm sua receita diretamente atrelada ao preço do petróleo, a disparada da commodity elevou as expectativas de lucro dessas companhias. Com a perspectiva de margens mais altas, investidores impulsionaram as ações do segmento.
Na Austrália, os papéis da Woodside Energy e da Santos avançaram mais de 6%, enquanto, em Tóquio, a Japan Petroleum Exploration saltou quase 12%.
Já o setor aéreo figurou entre os mais afetados pela escalada do conflito. Dados da Cirium, consultados pela CNBC, apontam que mais de 50% dos voos globais com destino ao Oriente Médio foram cancelados, diante do fechamento de espaços aéreos e do aumento do risco operacional.
No mercado, o impacto foi imediato: ações da Qantas, da Japan Airlines e da Singapore Airlines recuaram mais de 4%.






