O depoimento Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na CPMI do INSS, que estava previsto para a próxima quinta-feira (dia 5), foi adiado para depois do carnaval. Agora será no dia 26 de fevereiro.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que banqueiro alegou problemas de saúde e se comprometeu a não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de habeas corpus para deixar de comparecer ou permanecer calado durante os questionamentos dos parlamentares.
Caso ele não compareça, afirmou o Viana, terá que prestar esclarecimentos de forma coercitiva (quando a pessoa é conduzida pela polícia). Na quinta-feira, somente está confirmado o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Jr. A audiência com CEO do BMG, Luiz Félix Cardanome Neto, também foi adiado para 22 de fevereiro.
— A defesa (de Vocaro) entrou em contato pedindo um adiamento da vinda dele com o seguinte compromisso que foi colocado da minha parte. Eu concordo com o adiamento de quinta-feira, desde que a defesa não impetre um habeas corpus para evitar futuramente que ele não venha. Foi feito um acordo com os advogados. Eles não vão buscar habeas corpus no Supremo. Daniel Vorcaro está disposto a vir, de forma inclusive aberta, trazer a documentação. E eu estou marcando a vinda dele para a primeira quinta-feira depois do carnaval — disse Viana após se reunir com o ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Retirada de dados
No fim do ano passado, Toffoli retirou do sistema da CPMI todas os dados com a quebra de sigilo bancário e telemático de Vorcaro. Os documentos foram transferidos para a guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não é membro do colegiado.
Segundo Viana, o ministro prometeu devolver as provas dentro de três semanas, assim que Polícia Federal (PF) concluir investigação dentro da Operação Compliance Zero.
— Acredito que a gente possa, no mais breve possível, em torno de duas a três semanas, ter de volta essa documentação para que a gente possa considerar na CPMI o que pode ser aproveitado com relação aos consignados — disse Viana.






