O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou na 3ª feira (11.nov.2025) de um painel no pavilhão do Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém (PA). Costa Filho afirmou que até 2010 apenas 1% da aviação brasileira utilizava o combustível sustentável, mas que isso irá mudar. “A nossa meta é até 2037 que a gente possa ter 10% da nossa frota baseado no SAF“, declarou.
Costa Filho afirmou que o SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou Combustível Sustentável de Aviação em português) representa uma oportunidade estratégica para o país.
O SAF, também chamado de combustível verde, é produzido a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais, gorduras residuais e biomassa. É considerado a principal alternativa limpa ao querosene fóssil usado em aviões. É compatível com as aeronaves atuais e pode ser misturado ao combustível convencional, ajudando o setor aéreo a diminuir sua pegada de carbono sem necessidade de novas tecnologias.
Segundo o ministro, o Brasil pode se transformar em um grande exportador do combustível verde. Ele deu destaque a importância do etanol de cana-de-açúcar e de milho brasileiro nesse processo, ao afirmar que o país pode se tornar “um grande player internacional nessa agenda estratégica da sustentabilidade“.
O ministro ressaltou que o país oferece projetos que aliam boa remuneração e compromisso com a sustentabilidade, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, os projetos sustentáveis são o que tornam o Brasil atrativo para investidores.
“Hoje a gente tem praticamente US$ 3 trilhões à procura de investimentos no nosso país, investidores internacionais querendo investir em portos e aeroportos, rodovias, ferrovias, investir em saneamento“, afirmou Costa Filho.






