Sete chefes do tráfico do Comando Vermelho começaram a ser transferidos para presídios federais nesta quarta-feira. Os criminosos estavam em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, e foram levados sob forte escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) para o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, de onde começaram a embarcar, por volta de 12h30, para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar.
Já deixaram o presídio Bangu 1 os detentos Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho; Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça do Sabão; Eliezer Miranda Joaquim, o Criam; Fabrício de Melo Jesus, o Bicinho; Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor; Alexander de Jesus Carlos, o Choque; e Roberto de Souza Brito, conhecido como Irmão Metralha.
O blog destaca que Catanduvas é a mesma penitenciária onde está Fernandinho Beira-Mar, primeiro detento do sistema penal federal, que “inaugurou” a unidade em 2006. Mas eles não devem ter contato com Beira-Mar, nem entre si.
A transferência foi um pedido do governo do Rio após a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Antes do episódio, o Estado tinha 58 presos no sistema federal, mas isso não impediu o CV de ampliar seu domínio.
Em nota, o governo estadual disse que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) começou a transferência às 11h, numa ação que envolveu forças de seguranças estaduais, Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
O transporte dos presos foi realizado sob forte esquema de segurança, conduzido pelo Serviço de Operações Especiais (SOE), pelo Grupo de Intervenção Tática (GIT) e pela Divisão de Busca e Recaptura (Recap) — todos grupamentos da Seap — desde a Penitenciária Laércio da Costa Peregrino (Bangu 1), até o Aeroporto Internacional do Galeão. Por volta de 12h25, eles começaram a embarcar na aeronave da Polícia Federal para seguir em direção a Catanduvas.
Todos os transferidos possuem condenações relacionadas ao tráfico de drogas e foram incluídos no sistema federal em cumprimento à Lei nº 11.671/2008, que regulamenta a transferência de presos de alta periculosidade.
— A transferência dessas lideranças criminosas reflete o nosso compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança pública e com a adoção de medidas concretas para interromper a atuação de organizações criminosas a partir do sistema prisional. É uma ação estratégica para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população fluminense — afirmou o governador Cláudio Castro.
A secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, explicou que a operação faz parte das medidas da Operação Contenção:
— A ação foi conduzida de forma técnica e integrada pela Secretaria de Administração Penitenciária, garantindo o equilíbrio do sistema prisional e a segurança da população fluminense. Essa integração das forças de segurança é fundamental para preservar a estabilidade do sistema e reforçar a presença do Estado — destacou a secretária.






