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Bolsonaro deixa Câmara em meio a tumulto e empurra-empurra; mesa é quebrada

A reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados do partido na Câmara, nesta segunda-feira (21), acabou em tumulto e confusão. Segundo relatos, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se feriu.

A saída do político provocou empurra-empurra. Jornalistas caíram durante a movimentação e uma mesa do Salão Verde quebrou.

O trajeto de conflito se deu desde o início, quando ele saía da sala da liderança do PL, e se repetiu por duas escadarias do Congresso.

Na última delas, Bolsonaro parou, mostrou a tornozeleira eletrônica que usa desde a última sexta-feira e classificou o objeto como “o símbolo máximo da humilhação”.

“Não trafiquei ninguém. Isso daqui [a tornozeleira] é o símbolo máximo da humilhação”, afirmou. A declaração contraria decisão do ministro Alexandre de Moraes, que o proibiu de aparecer em redes sociais por produções próximas ou de outros.

As declarações na saída da Câmara não estavam previstas, segundo relataram três deputados que participaram do encontro.

A recomendação, reforçada por advogados, era de que Bolsonaro não falasse para não ter risco de ser preso, cumprindo a decisão do ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado definiu que ele não deve ter aparição em redes sociais, próprias ou de terceiros.

Sob reserva, a avaliação de um dos deputados aliados é de que a decisão seria “recente” e, por isso, poderia não ser aplicada à saída do Congresso. A fala, contudo, contrariou recomendações e outras decisões tomadas ao longo do dia.

Bolsonaro cancelou duas entrevistas previstas nesta tarde. A um jornal e a uma coletiva de imprensa, na Câmara. Os dois encontros foram revistos pela avaliação de que haveria risco de que ele poderia ser preso.

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